terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Deolinda - Parva que Sou !



Sou da geração
Sem remuneração
E não me incomoda
Esta condição
Que parva que eu sou !
Porque isto está mal
E vai continuar
Já é uma sorte
Eu poder estagiar
Que parva que eu sou !
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo
... É preciso estudar
Sou da geração
Casinha dos pais
Se já tenho tudo
Pra quê querer mais ?
Que parva que eu sou !
Filhos, Maridos
Estou sempre a adiar
E ainda me falta
O carro pagar
Que parva que eu sou !
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo
... É preciso estudar
Sou da geração
Vou queixar-me pra quê ?
Há alguém bem pior
Do que eu na TV
Que parva que eu sou !
Sou da geração
Eu já não posso mais
Que esta situação
Dura há tempo demais
E parva não sou !
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo
... É preciso estudar...

In. Deolinda

P.S. Isto só lá vai com LUTA, mas quem sou eu para vos alertar para isso...ou serei !!!

Noites do Rivoli - 3 a 18 Fevereiro 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Falar Tradicional do Porto

Respeitosamente, venho falar-lhe de coisas do Porto, por o J. N. (Jornal Noticias) ser do Porto e eu também.
Venho notando, na comunicação social do Porto, o uso de formas de falar que não se harmonizam com a maneira tradicional de se falar no Porto, o que no meu entender, não deveria ser assim, porque não me parece bonito.
Sem ofensa para ninguém, no Porto, um cadeado não é aloquete, como também um guarda-chuva não é um chapéu, nem um desenho é um boneco, nem Félix é Félicsse, nem Narciso é Nárciso, nem cascável é cascavél, nem estive é tive, nem beco é béco, nem perda é pérda, nem sandes é sande, nem cadáver é cadávere, nem têxtil é téstil, nem extra é éstra, nem texto é tésto, nem treze é treuze, nem armazém é àrmazem, nem herói é héroi, nem encarregado é encarregue, nem também é tamém, nem pronto é prontos, nem frio é friu, nem ameeiro é amieiro, nem ameal é amial, nem Filipe é Flipe, nem de noite se dão bons dias, nem há fim da noite sem o dia romper, mas as filas de espera são bichas.
E no Porto, soa mal chamar-se tampa da panela ao testo; frigideira à sertã; pastel ao bolinho de bacalhau; pastelinho ao pastelzinho; florinha à florzinha; feijão verde á vagem; papo-seco ao pão ou molete; o comer à comida; bica ao café ou cimbalino; garoto ao pingo; escorrega ao escorregão; encarnado ao vermelho; casa ao quarto; engomar ao passar a ferro; puto ao menino; miúdo ao catraio; carica à cápsula ou sameira; leite-creme ao creme; filhoses às filhós; peros às maçãs; jogar à bola em vez de "jogar a bola"; beber café em vez de "tomar café"; de quando em vez, em vez de "de vez em quando"; desculpe lá em vez de "desculpe" e diga em vez de "faz favor de dizer".
































Nota: Texto de; Gonçalo F. F. Sampaio (Jornal Noticias)
Fotos: Henrique Mário Soares - Cidade do Porto.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

José Afonso - Todas as Canções (livro)

No próximo dia 28 de Janeiro às 21 horas, a AJA-Norte (Associação José Afonso-Núcleo Norte) organiza uma sessão publica na Fundação Escultor José Rodrigues com a presença de "Guilhermino Monteiro", "José Mário Branco" e "Octávio Fonseca", três dos autores do livro "José Afonso - Todas as Canções"
Aparece, e traz outro Amigo também.
.

Nota: Informação recebida via email

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Zeca Afonso - Quadras Populares

A velhice não se enjeita
Como o lixo da calçada
País que os velhos rejeita
Não é País, não é nada.

Muita força tem um homem
P`ra bater com o pé no chão
A nossa terceira idade
Não tem que estender a mão.

É já miséria revolta
Ver a loiça sobre a mesa
Quem fez o cabaz da fome
Rouba, rouba com certeza.

Daqui fala o monopólio
Daqui fala o capital
Diga cá senhor ministro
Quanto custa Portugal ?

Assim fazem os ministros
Que estão vendendo a Nação
Com os focinhos pregados
Na bosta que cai ao chão.

Haja ganas com fartura
P`ra levantar o País
Quando o mal não tem remédio
Corta-se o mal pela raiz.



In: Quadras Populares - Zeca Afonso
Ulmeiro 1983

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Ignorância é o Pilar Mor da Demagogia

Só é livre o homem culto
porque só o saber
deixa compreender, ver
as coisas que estão ocultas (por dizer)

mesmo aquele que detém
o poder
e que muito julga saber
é tão somente um bruto
porque o seu poder
lhe advém do oculto

daquele que não sabe ler (!)
do outro que não quer compreender
daqueloutro que é bruto
por muito ter...
mais daquele que se vende
por nada valer

e assim o medíocre
sobe ao poder
por o outro não saber
dando-lhe aval p`ra mais ter...
e o obscuro que nada sabe
muito julga saber
e ri-se do próprio culto
que lhe mostra o compreender.
e assim o bruto se julga culto.


In: Na Minha Ditadura
Manuel António
Edição Novo Tempo 1977

Festa do Livro na Fundação Drº António Cupertino de Miranda

Uma vez mais até ao fim de Janeiro a Fundação Drº António Cupertino de Miranda, organiza a "Festa do Livro" onde o publico pode encontrar mais de 15 mil títulos a preços de SALDO.
A "Festa do Livro" está aberta todos os dias (incluindo Sábados e Domingos) das 13.00h ás 20.00h. A Fundação Drº António Cupertino de Miranda fica na Avenida da Boavista, nº 4245 no Porto (em frente ao Parque da Cidade).
Visitem e ... boas leituras !

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Razão

Sempre certas pessoas confundiram
esperança com coragem de esperar
com vontade o desejo
o poder com governar.

(Alguns sabem e morrem
outros que também sabem os matam).

E assim este país continua
algemado pelo medo
a morte dentro da rua
a rua feita sossego.

Que se levante quem sentir este desgosto
que a injustiça que apregoam está com eles
só a coragem e a razão estão connosco.


In: Canção Obreira
de Fernando Augusto Pacheco 1975

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011 - Abstenção Não !

O VOTO É A ARMA DO POVO.

Presidenciais VI

" sim, eu estou surpreendido com o buraco no BPN de mais de dois mil milhões de euros"

Cavaco Silva candidato às Presidenciais na grande entrevista com Judite de Sousa sobre o caso BPN.

o economista distraído...o tal que quando era Primeiro Ministro dizia: "eu nunca me engano e raramente tenho duvidas"

domingo, 9 de janeiro de 2011

Experimentar Na M`Incomoda - Fiando o Linho



A nossa terra...a nossa gente...as nossas tradições.

Presidenciais V

" é uma maneira hábil de desviar a conversa do que é essencial para o acessório"

José Manuel Coelho, candidato às Presidenciais, na grande entrevista com Judite de Sousa, referindo-se à forma como a jornalista conduzia a entrevista.

finalmente alguêm confrontou a jornalista sobre a sua GRITANTE dualidade de critérios na forma em como conduz as entrevistas dos candidatos às presidenciais

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Presidenciais IV

" Aquilo configura um contrato de recompra e uma situação de favor, e será um acto de gestão danosa, e um acto de favorecimento"

Manuel Alegre candidato às Presidenciais na grande entrevista com Judite de Sousa, sobre o caso das acções do B.P.N. vendidas pelo candidato Cavaco Silva.

Contra factos, não há argumentos.

Zeca Sempre - Os Vampiros

Presidenciais III

"Ninguém é santo, somos todos cinzentos"

Fernando Nobre, candidato às Presidenciais na grande entrevista com Judite de Sousa

As aparências iludem...