domingo, 14 de julho de 2013

Poesia

O mais seguro abrigo
é o que oscila um pouco
como se oscilássemos
sobre a matéria viva
ou no coração do espaço


António Ramos Rosa

sábado, 13 de julho de 2013

Transformer Man - NEIL YOUNG




Transformer man, transformer man
You run the show
Remote control
Direct the action with the push of a button
You're a transformer man
Power in your hand
Transformer man, transformer man.

Transformer man, transformer man
Sooner or later you'll have to see
The cause and effect
So many things still left to do
But we haven't made it yet
Every morning when I look in your eyes
I feel electrified by you. Oh yes.
Transformer man, transformer man

Transformer man
Still in command
Your eyes are shining on a beam
Through the galaxy of love
Transformer man, transformer man
Unlock the secrets
Let us throw off the chains that
Hold you down.

Transformer man, transformer man
Sooner or later you'll have to see
The cause and effect
So many things still left to do
But we haven't made it yet
Every morning when I look in your eyes
I feel electrified by you. Oh yes.

Transformer man, transformer man
Transformer man, transformer man

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Encontro...

Queria que o tempo parasse
... naquela hora
e que todos fossem embora
e nos deixassem sós,
olhos nos olhos a saborear o momento
queria que o tempo parasse
... naquela hora
e que a ternura e os abraços,
se gravassem nos meus braços
para todos os dias poder recordar
os teus braços a abraçar, e abraçar.

Queria que o tempo parasse
... naquele dia
em que transbordei de alegria
e meu corpo todo tremia
enquanto caminhava para ti
e ao abraçar-te as emoções foram tantas
... que quase desfaleci
queria que o tempo parasse
e dessa forma me deixasse
prolongar o momento 
e que a tua amizade me rapta-se
deste longo sofrimento.

Queria que o tempo parasse
... naquela hora
... naquele dia
e no nosso abraço apertado
senti que há muito tempo te conhecia
... por onde andaste ?
todo este tempo.


Henrique Mário Soares

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Insónia

Voltam a ladrar os cães da noite,
Da janela chegam estrelas cadentes
Que levam para o infinito os meus
Pedidos.
Os meus olhos fecham esse círculo
De insónias,
Esperanças derrotadas.

Sobre a cama o meu corpo
Exclama a solidão nocturna,
É como o rio que atrai
E afoga o relâmpago,
Um sopro seco nas cordas
Vocais.
Porque pesam mais as palavras
Do que uma vida
Inteira, poucas ficam no acerto
Final da tosca alvenaria, crude
Lacrimejante

Fernando Luís Sampaio


P.S. eu sei que vou ter insónias

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vernáculo - UHF

Esta banda é da minha geração e das que mais gosto. Sem medo das palavras... Grande António Manuel Ribeiro.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Não ao Acordo Ortográfico !!!






Apesar da contestação de vários sectores da sociedade Portuguesa o "acordo ortográfico" lá segue a sua via de "alfabetização" de uma nova forma de se escrever o Português. Pouco importa os alertas de muita gente, pouco importa as assinaturas e os pedidos para a rectificação do que está mal, neste país o "quero, posso e mando" ainda vigora e tem tendência e acentuar-se.
O que verdadeiramente me irrita neste acordo, é verificar os erros que são cometidos em muitas palavras, os quais, alteram radicalmente a fonética da língua Portuguesa.
Portugal fala português, e a mim parece-me que estas alterações colocam a nossa língua num abrasileirado parvo e confuso, que deveria envergonhar todos os que amam verdadeiramente a nossa história e cultura.
Quem ler estas linhas poderá pensar, "olha, lá esta outro com tiques de colonizador", mas basta perder-se um pouco nos arquivos deste meu espaço para ver que não se trata nada disso.
Aqui está só a defesa da escrita e língua da minha pátria.
Diversas vezes em conversa com amigos escuto o argumento de que "o Brasil é um grande mercado" e assim facilitámos a comunicação entre os dois países. É este tipo de claudicar tão enraizado nestas gerações pós 25 de Abril que me fazem temer o pior para Portugal.
Por causa dos mercados claudicamos;
- na soberania
- na língua materna
- na nossa economia
- na nossa industria
- nas nossas pescas
- na nossa agricultura
- etc, etc, etc 
até na nossa independência...
Alienados por uma cultura da facilitismo, e de um viver acima das possibilidades, muitos milhares de Portugueses deixaram-se ir na corrente que eu chamo "laranja/rosa", e com a conivência da banca financeira o "ter" suplantou o "ser". Assim em pouco mais de 20 anos, se inverteram as bases duma sociedade que se queria culta.
Por outro lado, a comunicação social também não ajuda, e a quantidade/qualidade de programas que se nos oferece ver nos canais de TV é no mínimo deprimente. Para os jovens, e alguns menos jovens (acima dos 30/35...) que tem poucos ou nenhuns hábitos de leitura, esta nova forma de escrever é um oásis no deserto intelectual que grassa neste pais. Basta olhar para os sucessivos governantes que tem ocupado lugares de chefia nos destinos de Portugal para se perceber do que falo. Mas claro aqui também entra,
O analfabeto politico - "Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, do sapato e do remédio, dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, desonesto, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais".
A cultura da mediocridade, do servilismo, do beija-mão, da cunha, da ausência de seriedade/honestidade, do compadrio, da corrupção, faz lembrar outros tempos que julguei seriam com o 25 de Abril erradicados de vez do meu país.
Felizmente como em todos os tempos da nossa longa história como país, existe sempre gente que não se rende, e que continua a lutar para que seja feita a rectificação correcta deste (des)acordo ortográfico.
É que definitivamente a mim, este "acordo ortográfico é uma cena que não me assiste".    
         

Two Hearted Spider - EDITORS

eu sei quem vai ver esta banda ao vivo. canta por/para mim...





I wanna come over
I wanna come over
And tear this place apart, with you
In the arms of another
A two hearted spider
I'm just a mess for you

Oh my naivety
Oh my fickled views
I feel my blood boil
I saw shadows fuse

Every move you make
Breaks me, breaks me
Every smile you fake
Breaks me, breaks me
Owah

Lets build ourselves an island
I want it now
If they build a prison
I'll Knock it down

Oh my naivety
Oh my fickled views
I feel my blood boil
I saw shadows fuse

Every move you make
Breaks me, breaks me, now
Every smile you fake
Breaks me, breaks me

I saw our shadows dance before the dawn
I saw our shadows dance before the dawn
I saw our shadows dance before the dawn
I saw our shadows dance
I saw our shadows dance

Hey, Hey, Hey, Hey

Every move you make
Breaks me, breaks me, now
Every smile you fake
Breaks me, breaks me
Owah, Owah, Owah, Owah




segunda-feira, 8 de julho de 2013

Objectiva LII (52) - Ui...que fresquinho Na Praia.


fim de tarde de domingo. Ui...que fresquinho !



Ufa que calor

Para quem dizia que não íamos ter Verão, este fim de semana no mínimo serviu para a malta toda lhes chamar "enganadores". As temperaturas estão insuportáveis e foi bastante difícil passar estes dois dias.
Só a sombra me valeu...

The Great Escape - Patrick Watson



gamei, porque adorei...


Bad day, looking for a way
Oh, looking for the great escape
Gets in his car and drives away
Far from all the things that we are
Puts on a smile and breaths it in and breaths it out
He says bye-bye, bye to all of the noise
Oh he says bye-bye bye to all of the noise

Hey child, things are looking down,
That's OK you don't need to win anyways
Don't be afraid just eat up all the gray
and it will fade away
Don't let yourself fall down

Bad day, looking for the great escape
He says bad day, looking for the great escape
On a bad day, looking for the great escape
Great escape

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Palhaço


Desenho de; Paula Rego

Digam lá se não se parece com alguém que conhecem...

Estou...

 
 

 
 
e continuo sem o entender...

YOU and I - Palpitation

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Fala do Indio

"O homem grande queria só um acanhado pedaço de terra, uma territa que a pele dum boi cobrisse, aonde ele pudesse cultivar a hortaliça para a sopa. Devíamos ter logo visto, em tais palavras, o espirito traiçoeiro de tal gente"
 
parecer dos Delaware, transmitido pela tradição oral aquando da primeira chegada dos Holandeses à ilha Manhattan, por volta de 1609 
 
in a Fala do Índio - Teri C. Mcluham

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pablo Neruda


A Gente Não Lê - Rui Veloso




Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
Rogar a deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão

Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialecto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais

E do resto entender mal
Soletrar assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz

Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezíria
De boca em boca passar o saber
Com os provérbios que ficam na gíria

De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá no fundo
Fica-se sentado à soleira
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira

Carregar a superstição
De ser pequeno ser ninguém
E não quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vem

Barca Bela - Teresa Silva Carvalho

Sou pescador nas horas vagas...

ACORDEM !!!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.
 


António Aleixo