quinta-feira, 31 de julho de 2008

Revolução... Já !!!

Cheguei de noite
Junto á janela
Para as estrelas olhar
Um país parado
Junto a um imenso mar
Um povo submisso
Sem saber reivindicar
Demasiado domesticado
Pelos "doutores" do bem falar
Sempre deixando-se levar
Por palavras fáceis, bonitas
Um país que se afunda
Numa "passerelle" de corta-fitas
Um país que se afunda
Junto a suas praias bonitas
De gente boa, afável
Mas que não sabe se unir
Um dia tudo será diferente
Uma revolução há-de vir
Cheguei de noite á janela
Para a esperança procurar
Ela está na nossa atitude
Na nossa forma de actuar
Na nossa forma de intervir
Na capacidade de sonhar
De que este belo país
Podemos um dia mudar.
(Henrique Mário Soares)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Uma Linda Camisola...


Hoje apetece-me falar, transcrever para a "blogosfera" alguma da intolerância e falta de respeito que hoje em dia se vive. O que mais me aborrece é que esta intolerância atravessa várias camadas etárias da nossa população. No Domingo passado, como de costume lá fui eu com a minha esposa dar a nossa volta de Bike, (sim nós somos dos marados...) que arrisca andar de bike nas estradas deste país. Desta vez, decidí levar como equipamento a camisola de ciclismo do "Glorioso", comprada na subida á "Senhora da Graça" - Volta a Portugal em Bicicleta 2007. Longe estava eu de advinhar, que tal adereço ía dar origem a uma das reações mais doentias que até á data pude assistir. Seguia-mos calmamente pela Foz junto á marginal, quando um pouco após a "cantareira" vejo uma pessoa vindo na nossa direcção numa bicicleta, e que já longe começou a alterar o seu rumo, dando a ideia de que vinha bater contra a minha esposa. Pura ilusão, assim que chegou perto de nós guinou uma tangente e "atirou" para mim... " havias de cair"... "filho da puta"!!!
Sem parar e com todo o ódio a toldar-lhe as vistas, misturou-se com os demais ciclistas que nessa altura por nós passavam, dando só tempo para eu lhe responder... "vai-te encher, cada um é do clube que quer".
O passeio que estava a ser agradável, foi assim "violentado" por um individuo que tinha aparência jovem, mas que carrega dentro do seu coração muito ódio, falta de civismo, e muita intolerância.
Peço-te DESCULPA querida Mãe por tal ofensa á tua honra, e por não ter sabido responder convenientemente a esta grosseira agressão verbal da qual fui alvo, e que muita mágoa deixou no meu coração.
Tu que já não estás no mundo dos vivos, decerto me perdoarás e compreenderás esta minha falta de coragem (cobardia).
Para a pessoa que me insultou, e que nem sequer me lembro bem da sua aparência, deixo um... "Olha lá se a tua mãe houve"!!!
Pela minha parte continuarei a pedalar com a camisola do meu "Glorioso", fazendo ouvidos de mercador ás bocas que vou ouvindo, pois como diz o ditado, "vozes de burro não chegam ao cêu".
... e seguirei feliz pedalando na minha ...
BIKE, VEICULO MOVIDO A PAIXÃO.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

P.N.P.Gêres - Refugio

Acordámos, a cidade cansa-nos e decidimos "fugir", é cedo e muitas das pessoas ainda dormem. Fazemos quilómetros e quilómetros pelo fresco da manhã galgando estrada.

Chegámos ao "nosso" oásis, onde nos sentimos bem, onde respirámos, onde escutámos o silêncio, o barulho das águas, onde lavámos os olhos com as cores que a natureza pôe á nossa disposição. Nunca nos cansámos da paisagem, da beleza, do silêncio que o "GÊRES" nos ofereçe.
É sempre com imenso prazer e amor pela Natureza que caminhámos por ti GÊRES.

Obrigado por nos receberes.


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Objectiva V - Pôr do Sol

Nas minhas andanças por este mundo cada vez mais ameaçado vou registando imagens com as quais pretendo demonstrar a beleza que se pode encontrar na natureza. Aqui fica mais um registo obtido durante as minhas férias deste ano.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Musica


De volta ao blog para transcrever umas quadras de uma canção que um amigo costumava tocar nas nossas longas noites de verão nos já longinquos anos 80.
I
Da zona ao sultão (café)
Não havia produto
Descemos ao fontes (café)
Para dar um chuto
II
Entrámos no eléctrico
Sempre a speedar
Saímos na foz
Para ver o mar
III
Depois de algumas horas
A curtir pela praia
Engatei uma chavala
Do Alto-da-Maia
IV
Demos alguns beijos
Sem satisfação
Mandei-a foder
Não me dava tesão
V
Ía eu num avião
Ví uma nina a chorar
Logo eu lhe dei a mão
Para a nina não chorar
E a nina não choroouuu
E a nina não choroouuu
E, eu só me rí
Ahahahahahahahah
P`ra Xaví
Henrique Mário Soares

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Autocarro - STCP



Como foi a tua viagem ?
A que horas chegaste ?
E chegaste bem ?
Ias sózinha
Ou com mais alguêm
Deu para ver a paisagem
Foste sentada ! descansas-te !
Tanta gente e ninguêm
Todos correm para "Além"
E há os semáforos tambem
Que irritam todos
E mais alguêm
Todos querem ter um "vaivem"
Para passarem por cima
De todos e mais alguêm
De que serve tanta correria
Se de um dia para outro
Deixamos de ser tudo
Para semos ninguêm



Para a Paula
viagens na minha cidade
(Henrique Mário Soares)

terça-feira, 24 de junho de 2008

São João Porto 2008

Já está...
Foi magnifico e já passou, agora venha o São Pedro da Afurada para curtir mais uma noitada.
O São João foi espectacular e até direito a "orvalhadas" tivemos. A Ribeira estava ao rubro e o pessoal todo a curtir e a exorcizar a maldita crise que a todos afecta.
Convive-se com os amigos, come-se uma sardinha assada e bebe-se um copo de tinto, entre dois dedos de conversa. Um pé de dança para fintar a tristeza e conquistar a "beleza" que está ali no baile á espera de par para dançar.

"...a menina dança... descansa... ou já tem par...

Ela não resiste, sorrí e lá vamos os dois juntos no rodopio da multidão na noite de São João.
É assim a festa de São João na minha cidade ... O Porto (Cidade Invicta).
Para o ano cá vos espero novamente.



segunda-feira, 23 de junho de 2008

São João do Porto

Estou a horas da noita mais longa da minha querida cidade
Esta é uma festa em que todos saiem á rua, por isso considerada por muitos como a festa mais "Democrática" de todo o Portugal, e onde todos são tratados por igual, até o Presidente da Republica leva com o "martelinho" na noite de São João.
Como "Tripeiro" de gema nascido em Santoildefonso vivo intensamente esta noite, caminho pelas ruas da cidade de baile em baile, saboreio uma sardinha, um caldo verde e bebo uns copos de tinto.
Aconselho todos a virem ao "São João do Porto" e deixo aqui algumas fotos da festa da minha linda cidade ... O PORTO


domingo, 22 de junho de 2008

Objectiva III - P.N.P. Gêres - Natureza Pura


Objectiva II - P.N.P.Gêres - Lindoso


Objectiva I - P.N.P.Gêres "Casa Abrigo Académico Porto"

Memórias de infância...
A Casa Abrigo do Académico do Porto actualmente em ruinas e abandonada
Foi doloroso de ver...
É um dos exemplos de abandono a que o poder central sujeita este país.
Tudo o mais sem comentários... só lágrimas e revolta...






Desejo


Quem me dera ser marinheiro
E tempestades tuas enfrentar
Navegar á deriva em teu corpo
Em teus seios encalhar
Quem me dera ser marinheiro
E desta aventura me livrar
Á procura da desejada ilha
E lá perto naufragar
Não morrer nesta aventura
De ti prisioneiro ficar
Descobrir todos os encantos
Por eles me deixar enrolar
Quem me dera ser um Robinson
E tua ilha explorar
Colher o fruto proibido
Com ternura o devorar
Acender o fogo da paixão
Do calor dele desfrutar
Quem me dera ser marinheiro
Em teu corpo naufragar

(Henrique Mário Soares)

Objectiva - Mira


Desempregado



Fechas a porta de casa
Na cabeça só desilusão
Vais pela rua fora
Até ao café do João
Pedes uma cerveja
E ficas a dever
És um desempregado
Sem nada para fazer
Desempregado, desempregado
Esta é a tua condição
Não, não és o unico
Fazes parte de meio milhão
As horas passam
Tu ficas a conversar
Envolto em nuvens de fumo
Do cigarro que acabaste de cravar
Os anuncios de jornal
São passados a pente fino
Á procura da oportunidade
Que mude o teu destino
Ao fim da tarde
Vais olhar a cidade
Sentir o reboliço das gentes
Que se movem em velocidade
Vagueias pelas ruas
Misturas-te com a multidão
Quais marionetas coloridas
No écran da tua imaginação
Ficas assim a vaguear
Sem destino nem direcção
Desempregado, desempregado
Esta é a tua condição
Não, não és o unico
Fazes parte de meio milhão



(Henrique Mário Soares)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Obrigado ! Por existires...


Em tempos a minha vida
Foi confusa anormal
O mundo era sombrio sem saída
Chegaste tu tudo ficou fenomenal
Os anos foram passando
Continuámos juntos sem vacilar
Tantos projectos vamos sonhando
Acredita algum há-de se realizar
Agora contámos os anos
Tudo fica mais fácil se sorrires
Tanto carinho partilhámos
Obrigado por existires


dedicado á Paula
(Henrique Mário Soares)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Murais de Abril

Do baú das recordações retirei estas imagens de murais feitos pós "Revolução de Abril 1974", onde nessa altura falar de "Graffitis" era pura ficção. Foram tempos de Liberdade onde a arte e a cultura sairam á rua.

sábado, 14 de junho de 2008

És ! No fundo não és


Porquê ? Porquê não choras
Quando algo te corre mal
Solta-te diz o que pensas
Por muito que seja imoral
Porquê finges ser feliz
Quando no fundo não és
Grita ! Liberta-te e diz
Mesmo sendo coisas
Sem cabeça nem pés
Há muitos mais como tu és
Um simples peão no tabuleiro de xadrez
Que esta sociedade é
Mais um copo de xerez
Para ajudar á embriaguez
Bebe á vida, ao amor
Esquece a tristeza, a dor
Olha o Mundo com olhos de ver
E diz-lhes o que vês
Eles vão compreender
Já não estás na idade dos porquês
Serão ele capazes de ver
Quem és ! no fundo não és.

(Henrique Mário Soares)