...A árvore florescente era o centro vivo do arco, e o círculo dos quatro cantos nutria-a. O Leste dava a paz e a luz, o Sul dava o calor, o Oeste dava a chuva, e o Norte com os seus ventos frios e poderosos dava força e resistência. Tudo quanto faz o poder do Universo, faz-se num círculo...
Esta musica fez furor nas pistas de dança nos anos 80, quem se lembra ???
Tenho o Maxi-Single de 45RPM ainda en vinil, coisa rara nos dias de hoje.
Para quem não sabe um Maxi-Single era um disco do tamanho de um LP, mas com menos faixas de musica (regra geral duas), uma de cada lado (A e B), numa versão mais longa (tipo disco).
O OVNI 3, ficava na Rua do Heroismo, nº3 em Campanhã no Porto, era uma casa particular que foi adaptada para discoteca.
O ambiente era porreiro, tinha uma decoração simples e de bom gosto toda a harmonia da disco se desenvolvia num só piso, com zona convivio, bar e ao fundo a pista de dança com alguns sofás junto à mesma.
Para se entrar era um "vê se te avias", normalmente davam preferência à entrada de casais (homem/mulher), quem chegava sózinho (homem) ou conhecia o "portas" ou então ficava à porta à espera que viesse alguma miuda para tentar entrar com ela.
Costumava lá ir com um Amigo de infância, o Licinio (cascata), depois ficávamos junto à porta a tentar convencer as miudas que chegavam sózinhas a nos deixarem entrar com elas.
A PROCLAMAÇÃO DA REPUBLICA, EM 5 DE OUTUBRO DE 1910, foi um acontecimento de decisiva importância na história de Portugal. Com ele se iniciou, na vida e na evolução do povo português, uma época nova, assinalada por episódios relevantes... As gerações que surgiram depois dele, nem sempre puderam fazê-lo com a indispensável atenção e o interesse que merece o que não impediu que o regime então implantado se consolidasse e criasse raizes indestrutiveis na alma e na consciência dos homens da nossa época.
Uma larga campanha de doutrinação e esclarecimento, realizada na imprensa, em reuniões públicas, no Parlamento, nas escolas, no convívio dos cidadãos, preparou a mudança das instituições politicas. Nela colaboraram eminentes figuras da vida intelectual do País e o seu escol moral e profissional. Durante trinta anos o partido republicano, vencendo as dificuldades postas no seu caminho, fez uma sementeira de ideias e princípios que frutificou explêndidamente. Os propagandistas da Republica, oradores, tribunos, professores, jornalistas, puseram ao serviço do seu ideal, com os méritos que todos lhes reconheciam, a firme intenção de darem um exemplo de isenção, desinteresse, devoção cívica e fraterna compreensão das necessidades dos seus compatriotas.
Esse partido foi, nos trinta anos que decorreram entre a comemoração, por sua iniciativa, do tricentário de Camões e a proclamação da Republica, a maior força politica organizada e a unica alternativa válida para o descalabro em que a Nação se encontrava, com a disciplina interna e o crédito externo profundamente afectados pelos erros dos dirigentes e agrupamentos monárquicos os quais representavam interesses que, dominando a politica nacional, não serviam a causa do progresso e do bem estar do povo pelo que este não cessava de manifestar a sua oposição ao estado de coisas existentes.
Quando a derrocada da monarquia se consumou, como epilogo de um movimento revolucionário triunfante, o País aderiu ao novo regime com um entusiasmo indescritível que consagrou os esforços dos pioneiros e dos artifices infatigáveis da obra de renovação nacional em que o Partido Republicano se empenhou.
O País ofereceu ao mundo um espectáculo impressionante de unidade que irmanou as classes e os indivíduos num amplexo confiante. Desse espectáculo ficou uma recordação inapagável que o equiparou aos momentos mais altos da vida nacional. Os portugueses voltaram a sentir, após um periodo de decadência e abdicação, que o seu destino era superior às contingências dos regimes e às fraquezas daqueles que tinham o encargo de o dirigir...
A acção desenvolvida pelos que triunfantemente prepararam o seu advento resistiu às provações a que foi submetida e tornou-se indiscutivel. Impôs-se e dominou as correntes que pretenderam opor-se à sua marcha vitoriosa. O regime republicano identificou-se com a Nação para exprimir os seus anseios...
Não há melhor maneira de prestar homenagem aos que souberam fazer dela o instrumento que preparou o regresso de Portugal à sua missão histórica e lhe permitiu ocupar, entre as nações civilizadas, o lugar a que deu incontestável direito o seu passado.
Na nossa caminhada como País livre e independente, senhor dos seus destinos e desejoso de servir a causa comum da civilização e do progresso, a proclamação da Republica marcou uma data inconfundível...
Os seus nomes ficaram inscritos entre os daqueles que esforçadamente lutaram pelo bem, pela felicidade e pela prosperidade de Portugal. Fizeram-no sem preocupações mesquinhas nem propósitos interessados, e esse é o seu mais valioso titulo de honra.
Conquistaram um lugar de que não será possivel desalojá-los, e com ele os títulos ao reconhecimento das gerações que, recolhendo a herança que legaram, têm o dever de corresponder à sua profunda significação nacional.
É sobretudo, a elas, que este livro é dedicado.
Obs: texto retirado do livro:
"A História da Republica"
Edição comemorativa do cinquentenário da Republica
Sempre que chega o mês de Outubro, recordo esta musica. Sigo os U2 desde os anos 80 e gosto particularmente desta, fantástica musica que tenho gravada nas minhas "velhinhas" cassetes . Maravilhosos anos 80/90. Lembram-se ??????......
A abstenção nestas eleições legislativas de 2009 foi de 39,4%
Todos os "analistas", "comentaristas" e "fazedores de opinião" deste país, defensores do bipartidarismo (PS/PSD), o já por mim celebremente apelidado de (vira-o-disco-e-toca-o-mesmo), mais uma vez levaram uma grande lição do Povo Português.
Os que no domingo passado decidiram ir votar, ELEGERAM o multipartidarismo como forma de representação da nossa Assembleia da Republica, que assim está de "pedra e cal" no nosso parlamento (PS/PSD/CDS/BE/CDU).
Ao contrário do que muitos anseiam e desejam, mais uma vez a nossa democracia saiu a ganhar.
Trata-se de um parque do interior, que fica relativamente perto da Cidade de Vouzela. Dotado de boas condições, (supermercado, restaurante, sala de convívio e blocos sanitários) mas, o que mais me agradou foi a magnifica piscina que possui.
Tem ainda um court de ténis e um ringue de muito boa qualidade.
O terreno está organizado em alvéolos, sendo só de apontar como negativo as inumeras tendas que estão transformadas em "quase casas", com floreiras e jardins à sua volta.
Demasiado perto umas das outras, não respeitando a distância mínima de segurança entre o material montado (2 metros), desta forma fazem com que este "parque de campismo" se pareça mais com um "parque de parquismo".
Compreendo a opção da Câmara Municipal de Vouzela (€€€€...), mas que a meu ver é criticável, pois o factor económico não se deve sobrepor ao bem estar dos campistas, que procuram nesta actividade o prazer de uns dias bem passados em contacto com a natureza.
Para quem como eu, que anda nestas andanças do campismo à mais de trinta anos, este tipo de parques são sempre criticáveis.
Desta forma, consegue-se uma receita sempre fixa durante todo o ano, mas em contrapartida perde-se o verdadeiro espirito do campismo.
Imponente ! Bonita ! Magnifica ! mas infelizmente parada.
Outrora importante para as populações que servia, é hoje em dia um monumento esquecido nas traseiras da antiga estação de comboios da cidade de Vouzela.
À muito que o comboio deixou de apitar por estas terras do interior, a desactivação de muitas das linhas férreas decidido pelo poder central, teve como argumento principal sobretudo os aspectos económicos, esquecendo os da mobilidade e o que o comboio representava para muitas das populações locais servidas por este meio de transporte.
O comboio cruzava terras e unia populações.
Ao contrário dos nossos vizinhos Espanhóis, que requalificaram muitas das linhas férreas do interior de Espanha, transformando-as em percursos turisticos, os governantes do nosso país decidiram pela desactivação e abandono, substituindo esses mesmos percursos por carreiras de autocarros.
Felizmente alguns municipios tem vindo a recondicionar as antigas linhas férreas desactivadas transformando-as em ciclóvias, aproveitando para desta forma darem uma magnifica utilidade a estas infra-estruturas.
A linha Vale Vouga, foi inaugurada a 23 Novembro de 1908 (troço entre Espinho e Oliveira de Azemeis). Depois da instalação da Republica foi feita a ligação entre Aveiro e Sernada (Setembro 1911) e finalmente a 5 de Fevereiro de 1914 até Viseu.
A 27 de Dezembro de 1983 o Vale do Vouga assistiu à ultima viagem do seu comboio.
Talvez por isso tenha dificuldade em compreender, aqueles que não EXERCEM O SEU DIREITO DE VOTO, e depois anda por todos os cantos a reclamar contra o governo.
Se querem mudar algo VÃO VOTAR...
Se o POVO tivesse memória dava uma lição aos "senhores" do bloco central.
Se o POVO não embarca-se nos medos da "instabilidade" mostrava a esses "senhores" o quanto estámos fartos da mesma musica.
Ora agora (DES)GOVERNAS tu; Ora agora (DES)GOVERNO eu.
(vira o disco e toca o mesmo...)
Talvez o POVO não tenha a coragem necessária para mudar, mas a JUVENTUDE deste país deve dizer PRESENTE e de uma vez por todas dar uma grande lição aos que se julgam donos das nossas escolhas e tentam por todas as formas condicionar o nosso VOTO em duas forças politicas (PS e PSD).
Como se para além destes dois não existissem mais alternativas.
Convencidos de que, ou é um, ou é o outro, caso contrário será a desgraça, a fome, e a miséria, envoltos na sua áurea de salvadores da pátria bem falantes, tentam manipular O VOTO DO POVO, para dessa forma continuarem as politicas que conduziram PORTUGAL ao estado em que se encontra.
Domingo, OUSEM MUDAR...
Só assim poderemos construir um PORTUGAL com um futuro melhor para as gerações mais novas, onde o trabalho precário não seja uma fatalidade e a imigração o unico caminho para uma vida mais feliz e com dignidade.
Andei à descoberta por algumas terras de Portugal.
Impressionante a beleza do interior.
Assustador e preocupante a sua desertificação.
Em muitos dos locais por onde passei, já só restam pessoas idosas.
E, tão poucas...
Que futuro terá este País ???
No geral estas férias valeram bem a pena, conhecí novas localidades, contactei com as pessoas das terras por onde passei e tomei conhecimento "in-loco" dum problema, que dentro de muitos poucos anos Portugal terá de resolver, sob pena de termos um País dividido em dois e com cada vez menos qualidade de vida para quem vive no litoral e em particular nas grandes cidades.
Fixar as populações no interior, dando-lhes condições dignas de vida e com acesso a bons serviços de: Saúde, Educação, Habitação, Desporto, Vias de Comunicação e possibilidade de Trabalho garantido é URGENTE.
O resto a Natureza encarrega-se de oferecer.
Para os que gostam da Natureza e em particular dos desportos ligados à mesma (BTT, Montanhismo, Pedestrianismo, ETC.) estas localidades são oásis.
Por mim fazia já a troca, assim ofertas houvessem...
...O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar alibís para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado ! (...) Acho que acima de tudo é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de musica ou de politica. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estámos reduzidos à condição de "Homenzinhos" e "Mulherzinhas" TEMOS É QUE SER GENTE, PÁ !... José Afonso - in: Jornal Se7e - 27 Novembro 1985
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento Mas ninguêm diz violentas As margens que o comprimem
(Bertolt Brecht)
Quando a última árvore tiver caido Quando o último rio tiver secado Quando o último peixe for pescado Voçês vão entender que dinheiro não se come Greenpeace
Che Guevara
"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de voçês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um Revolucionário"
PETIÇÃO
REGRAS SIM! TAXAS NÃO! Por um P.N.P.Gêres livre de taxas Contra a portaria 1245/2009 ASSINEM A PETIÇÃO PUBLICA DO NAVENTURAS
A reprodução dos textos, fotografias ou outros elementos deste blogue, não está autorizada sem uma declaração escrita do autor. A cópia ou reprodução não autorizada é punida por lei.
OLHARES...
Acho que foi o Poeta que disse que, entre um homem e uma mulher, o silêncio é a melhor forma de conversar quando tudo já conhecem um do outro. Os contornos dos corpos. A dimensão da afectividade. A serenidade de entender e desentender...
As portas que Abril abriu
Foi esta força sem tiros / De antes quebrar que torcer / Esta ausência de suspiros / Esta furia de viver / Este mar de vozes livres / Sempre a crescer a crescer / Que das espingardas fez livros / Para aprendermos a ler / Que dos canhões fez enxadas / Para lavrarmos a terra / E das balas disparadas / Apenas o fim da guerra / Foi esta força viril / De antes quebrar que torcer / Que em vinte e cinco de Abril / Fez Portugal renascer... ( Ary dos Santos )
25 de Abril Sempre...
AGORA NINGUÊM MAIS CERRA AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU...
Terra, Mãe Sagrada, as Árvores e toda a Natureza são testemunhas dos teus pensamentos e das tuas acções. "Provérbio Winnebago".
Alfabeto Fonético - Transmissões (E.P.T. Set. 84)
A - Alfa B - Bravo C - Charlie D - Delta E - Écho (lê-se equo) F - Fox-Trot G - Golf H - Hotel I - India J - Juliete (lê-se juliéte) K - Kilo L - Lima M - Mike (lê-se maique) N - November O - Oscar P - Pápa Q - Quebéc R - Romeo (lê-se rómio) S - Sierra T - Tango U - Uniform V - Victor W - Whiskey X - X-Ray (lê-se ecsrei) Y - Yankee (lê-se ianqui) Z - Zulu